Torres Novas

 Monumentos e património

O Castelo

Com uma construção que remonta a épocas distantes, o castelo de Torres Novas foi uma fortaleza árabe antes do início da reconquista cristã.

Em 1147/48 foi conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, para, passado algum tempo, voltar a ser tomada pelos muçulmanos. A fortaleza é definitivamente reconquistada por D. Afonso, filho de D. Sancho I, em 1190.

Os inúmeros ataques inimigos, tanto por parte dos mouros como durante o período de guerra com Castela, provocaram a destruição desta antiga fortaleza e da sua cerca. As muralhas e torres do castelo foram, por isso, mandadas reconstruir, em 1374, por D. Fernando. Mais tarde, com o terramoto de 1755, o castelo foi também uma das construções da vila que mais danos sofreu.

O recinto do Castelo foi cedido à Câmara Municipal por carta de lei datada de 3 de Abril de 1839, mas o Cemitério Municipal já aí estava instalado desde 1835, onde permaneceu até 1935. Quanto às muralhas da cerca, passaram para posse da Câmara só em 1923, por despacho do Ministro da Guerra. Na alcaidaria funcionou, até 1961, a cadeia comarcã de Torres Novas.

Por decreto de 16 de Junho de 1910, o castelo de Torres Novas foi classificado monumento nacional.

O Castelo

Praça Cinco de Outubro (Santa Maria do Castelo)

Situa-se no coração da Cidade. Nela confluem as ruas Gil Pais, de Santa Maria, do Salvador, Nun’ Álvares, Travessa do Correio Velho e Escadinhas da Misericórdia

Deliberações da Câmara de 13 de Outubro de 1910 e 6 de Fevereiro de 1974.

Em memória da Revolução de 5 de Outubro de 1910 que pôs termo a quase oito séculos de monarquia e implantou o regime republicano em Portugal.

Topónimos anteriores:

Praça D. Manuel II – Deliberação da Câmara de 19 de agosto de 1909. Em homenagem ao último monarca Português, que visitou Torres Novas durante o seu curto reinado de menos de três anos.

Praça do Comércio – Devido ao comércio que nela se fazia.

Praça dos Paços do Concelho – Porque aqui se situavam os Paços Concelho que tinham uma interessante torre de relógio. Foram demolidos, com outros prédios para ampliação da Praça.

O relógio foi transferido para a torre da igreja de Santa Maria em 1888.

Praça Nova – Topónimo adoptado por antonímia com a Praça Velha, hoje Largo Coronel António Maria Baptista, mais conhecido por Largo da Botica.

Factos relevantes:

Na Praça se situava o pelourinho, que em 15 de Outubro de 1836 a Câmara decidiu retirar dali e que depois se perdeu.

Também num extremo da Praça se erguia o arco da Praça, de Santo António ou dos Martírios, demolido em 1877. Resta como memória a imagem de Santo António, posta em 1957 no cunhal do prédio com fachadas para a Praça e a Rua do Salvador.

Em 1930, foi destacado da praça o Largo dos Combatentes.

A Praça tem sido centro cívico da Cidade e palco de grandes acontecimentos. Nela

– convivia aos domingos e nas quentes noites de verão a sociedade torrejana;

– realizava-se o mercado das segundas-feiras que em 1973 foi transferido para o Almonda-Parque;

– sediou-se o Clube Torrejano, e o Hotel Torrejano que, mais tarde, se chamou Pensão Torrejana;

– instalou-se o Hotel dos Cavaleiros, inaugurado em 21 de Abril de 1988.

Hoje a Praça tem a enriquecê-la o Painel da Cidade concebido pelo pintor torrejano Luís Filipe Marques de Abreu e ali inaugurado a 7 de Julho de 1991 por ocasião das comemorações do VIII Centenário do Primeiro Foral de Torres Novas.

 

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