“E o coração que guarde tudo aquilo que não podemos fazer.”

•Dezembro 1, 2012 • Deixe um Comentário

          Eu olho para ti avô, e também olho para ti, mãe e pai e avó e irmão. Eu olho, mas não por ter olhos na cara, nem sei porque olho. Nem sei se, consigo encontrar algo que me fascine, em vocês. Só vim aqui parar porque me perdi, mas isso vocês sabem. Mas o que queria discutir, ou perguntar, se assim der, é se sabem quem eu realmente sou? Será que sou só o Paulo? Será que sou apenas o rapaz que saiu de uma barriga com 6 anos? Será que sou o cachopo que só fazia porcaria quando se sentia revoltado? Ou será que ainda nem me conhecem? Pois, eu já sei que o silêncio é sempre a resposta, ou a anulação do que não me querem dizer.

          “Mas Paulo, não foi nada disso que eu quis dizer.. Mas…” Sim, esse mas quer dizer que não sabes o que dizer. Mas quem? Também não quero saber. As vossas vozes nem gritam, nem sussurram, simplesmente não se ouvem. E parece que vivo dentro de uma gruta, onde o único barulho é o da chuva, isto quando a própria cai, porque de resto, só eu me presto atenção, se é que isso é possível acontecer. Ao princípio, tudo foi bonito entre nós. Os anos mataram-nos, e vocês também já perceberam isso. Ou é porque alguém se suicida constantemente, ou… nada, esqueçam, nem vale a pena dizer muito mais.

          Parei de sentir o que me dizem, agora minto a mim próprio, fingindo que está aqui alguém, sentado ao meu lado. Mas não me vale de muito, isto porque, acabo por ganhar sono, e cair para o lado, para sonhar que tudo é estupendamente maravilhoso, que sou alguém na vida, opondo-se seriamente à realidade em que, hoje, vivo. Ser criança, sim, foi um sonho que não se vai voltar a repetir. Mas também o que é que nesta vida se repete? Palavras apenas, por vezes injustas, por vezes não declaradas… De resto, é mesmo isso, o resto.

          “Qual é o teu desejo?” Que as pessoas deixem de pensar em desejos e se foquem em coisas concretas, é que desejar, hoje em dia, parece um crime. O que vale é que eu também desejo, muitas coisas até, mesmo que, o que tenha recebido até hoje, na maioria das vezes, não tenha sido aquilo que eu mais desejei. Mas falar, sem dúvida, que é a coisa que mais peço neste mundo, e que Deus nunca me tire as mãos, para que eu declame os meus depoimentos perante o globo. No meio disto tudo, também me vou esquecendo que certas coisas existem, que tenho uma casa e cama para dormir, entre outras coisas. “Apetece-me virar tudo ao contrário, pode ser pai? Hoje tu és o filho, e eu, o teu pai”. O que será que o meu pai ficaria a pensar? É que nem quero pensar… Daria uma risada interna e ficaria a pensar que eu sou maluco, devendo inclusive, ser internado num hospício. “Mas pai, aí já eu vivo”. Fez-se silêncio.

          “E tu miúdo, quando é que acordas? Larga esses vícios”. Será que o nosso sangue também se ergue e destrói a parede, enquanto derrota a espada inimiga? Estou-me a desleixar com tantos serás. Apetece-me tanto revolucionar o presente, mexer no passado, como se ontem tivesse sido o melhor dia da minha vida. Quero encontrar fotografias em que tu eras o meu irmão, despreocupado e inocente. Dás-me o que eu quero, ou preferes que continuo à procura no vazio? “Não me chateies e vai-te embora”. Está bem mano, eu vou, (mas espera por mim que eu volto).

          “E olha grande homem, tu podes até partir para breve, mas eu não te esquecerei, e ainda marcarei a tua ausência, por cada dia a mais em que eu não te consiga mais ver, num quadro de presenças. Nem sei o que te hei-de dizer, é que há tantos assuntos, mas tantos tão delicados. É assim o ciclo, o único que não se renova, que deixa tudo ir sem volta. E o coração que guarde tudo aquilo que não podemos fazer.”

          Nunca me digam isto, não têm razões para me guardarem, motivos para me relembrarem, positivismo acerca de mim para falarem. Mas falem, não há problema. No final de contas, passo o tempo todo a dizer aos meus pensamentos que é na terra, que se encontra o túmulo, a última casa onde tudo se encerra. E eu fico por aqui, mas aguardem o meu regresso.

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por Paulo Alexandre Henriques, edições 2012

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“As oportunidades são um acaso com o qual eu ainda não me conformei.”

•Novembro 23, 2012 • 3 comentários

               As oportunidades são um acaso com o qual eu ainda não me conformei. Vêm sempre sem avisar, a maioria delas ninguém as consegue apanhar e, para além do mais, é preciso saber como as agarrar, até lhes tirar as asas para elas não voltarem a levantar voo. Daí nós depois termos asas, roubadas às oportunidades.

              “Mas Paulo, só não agarra esse tipo de coisa quem é fraco, quem não tem cabeça para mais, quem não sabe o que sentir, quem não sabe o que quer e o que não quer!”

                Mas e se eu fosse tudo o que passei? Se eu quisesse continuar a ser atleta? Se eu quisesse continuar a ser escuteiro? Ou se eu quisesse continuar a ser estudante? E ainda escritor? Para além disso ainda tinha de ser pessoa, ainda tinha de sonhar, acordar, adormecer e ainda batalhar. Mas eu sei, eu sei que tudo chega na altura certa, mas também começo a pensar que a altura certa pode ser quando nós, simplesmente quisermos. Mas e mas e mas, mas continua a ser absurdo ver comboios que param e voltam a andar, ver o ser humano a levantar voo num avião, para de seguida aterrar. Eu sei o que essas criaturas relatam a seguir: “As coisas boas acabam depressa”. Logo a seguir tudo o que passamos, passa a ser péssimo. Se calhar é melhor não fazermos nada do que é bom, vivermos com algo simples e duradouro… mas espera aí, também tenho namorada e sei que, mesmo sendo a melhor coisa da minha vida, um dia eu ou ela teremos de partir em primeiro, mas primeiro, construiremos uma casa, uma família, um homem ou uma mulher a quem daremos um nome e, só depois… um de nós terá memórias, ou fotografias em molduras, de dois corações apaixonados que, na altura, se ligarão apenas a objectos, roupas, cheiros, lembranças.

               “Amor, tem calma. Eu sei que a morte não passa. Que traz lágrimas, corpos invisíveis em que queremos tocar, fantasmas ignorantes.  Amor, morrer é um sossego, mas sinto mais segurança contigo. Amor, eu Amo-te.”

               Resumindo, sei que, pelas primeiras vezes neste ciclo vicioso, eu te agarrei, mas não fui ladrão, ao ponto de te tirar as asas, e deixei-te voar, e acompanhei-te nesse voo, e hei-de continuar, porque não? Antes, eu via-te, mas parecia um daqueles filmes, onde tudo se passa sem nada se passar na realidade. Eras invisível e estavas num sonho, enquanto eu construía as tuas formas e tentava descobrir uma maneira de agarrar a tua pela, suave, doce, macia. Construí o teu coração através do molde de um punho, bem fechado, para que pudesses ganhar as tuas guerras sem que nada te traísse e, para que o teu sangue não parasse de aquecer quando o tempo estivesse frio.

               “Amor, um dia tudo se resolve e verás que eu vivi por ti e para ti. Já alguém deve ter dito isto a outra pessoa mas, como me costumas dizer, as coisas feitas, ditas, criadas por nós, terão sempre outro significado.”

             “Ah! Olha amor! A minha oportunidade é a tua mão, portanto, esquece o resto.”

por Paulo Alexandre Henriques, edições 2012

“O Paulo perdeu-se e não sabe voltar…”

•Novembro 12, 2012 • 6 comentários

               O que é que se passa Paulo? Queres-me contar ou não? Paulo, eu vejo-te em baixo… Paulo, eu estou aqui… Estou aqui para quando quiseres… Mas eu vejo-te triste e não consigo arranjar forma de te levantar… Paulo, eu um dia vou embora e não vais ter mais ninguém…

               “Não vais ter mais ninguém…”

               Talvez vá ter, ainda não sei… Talvez o meu futuro esteja destinado a ficar só, no final de tudo… Mas é triste, isto porque, eu não consigo travar uma batalha de cada vez. Batalho contra os dias, contra as mudanças e contra mim!  E o resto? Há alguma paragem que me diga que isto é apenas uma fase, e que na próxima rotunda tudo muda?? Eu não vivo de fases nem de momentos nem de mim. Eu vivo do que vejo e do que sinto, mas não me sei soltar, não sei encarar nada de frente e mereço que me chamem de cobarde. Nasci numa onda de mentiras e em casas onde os filmes eram sempre diferentes e eu esqueci-me… esqueci-me de todos os meus afazeres e dos meus objectivos. Posso mesmo dizer: ” O Paulo perdeu-se e não sabe voltar…”.

               “O Paulo podia ter sido isto e aquilo” “O Paulo era tão bom atleta e do nada, desapareceu” “O Paulo era tão inteligente…” “O Paulo podia ter sido cantor, pintor… O Paulo podia ter sido escritor”. No fim eu digo: ” O Paulo podia ter sido o que ele quisesse e ponto final!”

               Mas o Paulo chora e não sabe arranjar maneira de rir, assim como, se deita e não tem cabeça para levantar. Parece que os lençóis se lhe colaram na pele e não se querem descolar.

               “Paulo, sai do teu quarto e vem para a rua!” “Paulo… o que é feito de ti??”… “O PAULO PERDEU-SE E NÃO SABE VOLTAR!”

               Acontece que, já escrevo cartas para mim próprio porque fiz com que todos se esquecessem que eu existo. Vivo fechado no papel e nas sombras do meu cubiculo, que há muito não vê sol. Durmo de dia, para sentir a presença do silêncio à noite e, deito-me precisamente às 8 horas matinais, para poder ver o nascer do sol, afinal de contas ele ainda me faz companhia. Já nem assino o que escrevo, porque anónimo, pode ser qualquer pessoa e, desta feita, fico com mais amigos, mas imaginários. Não interessa, o filme é só meu.

Escritor Paulo Alexandre Henriques

por Paulo Alexandre Henriques

Escritor suicida-se no Silêncio

•Outubro 17, 2012 • 11 comentários

          Eu não vou estar aqui com muitos rodeios, porque farto de rodeios estou eu. Um dia peguei numa arma e apontei-a à minha cabeça e, na altura do disparo, a bala rejeitou ver a luz do dia. Ainda noutra data, abri umas 30 caixas de comprimidos, todos eles diferentes, tomei um ou dois de cada e, apanhei uma “moca” valente, mas não me deixaram partir. Ontem, aproveitei um bocado de corda e fiz um nó de correr para que, quando o meu pescoço suportasse o peso do meu corpo, me estrangulasse e não me deixasse mais abrir os olhos. O que aconteceu? O mesmo de sempre. A corda rompeu e a personagem que queria ir embora… sobreviveu… por acaso era eu.

          Sempre pensei que tinha algo para fazer por cá, um objectivo estúpido que me impede de largar tudo e, por mais que eu queira, há sempre uma mão gigante, transparente e imaginária a puxar-me do sitio para onde eu me empurro. Já pouco acredito em Deus mesmo assim. Nunca o vi, e estou farto de ouvir falar nele!!! Imploro para que me deixem de falar nesse assunto por favor. Inquieta-me demais para eu poder dormir e deixa-me num estado depressivo impossível de aturar.

          As promessa futuras deixaram de fazer sentido e sinto-me desolado por não ser quem eu no fundo queria ser. No fundo eu não queria ficar no fundo e ser o chão desse fundo, porque quanto mais no fundo eu vou, menos do fundo eu consigo sair. Mas, como tal, aprender tornou-se uma feição um pouco careta do ser humano, porque nunca sei se aquilo que aprendo está certo ou está errado. Vou tentando sobreviver à aprendizagem graúda de gente “adulta” que pousou primeiro do que eu no mundo.

          Uma dessas coisas que me ensinaram, foi a não romper o meu silêncio. “Não chores! Não grites! Não respires” – “Mas eu quero viver!”, mas do outro lado há sempre alguém que me diz: ” Não quero saber!”. De seguida vão embora sem fixar os meus olhos multicolores e sempre transparentes… ou não. “Há alguém que me conheça? Meta o dedo no ar então.” – Apesar de saber quem me conhece, apetece-me sempre voltar a perguntar, e não me perguntem porquê, mas gosto de ser parvo, irónico, repugnante, e por aí fora. O melhor disso, é que o silêncio faz com que me suicide para dentro de mim próprio, o que não deixa de ser inteligente, penso.

          “Tu pensas?” – por acaso penso, até demais, penso tanto que entro em paranóia. Sou toxicodependente de pensamentos e ando embriagado de coisas estúpidas que me rodeiam. Até mesmo no meu leito, se torna difícil adormecer.

          Já há muito comecei o meu suicídio, só falta a bala na pistola, a caixa com os comprimidos e a corda pendurada algures. Aí vou dormir, aí vou acordar. Aí vou sonhar, aí expulsarei os pesadelos. Ah, e ainda mais importante: aí não importa o que eu falo, porque me suicidei no SILÊNCIO.

Artigo escritor por Paulo Alexandre Henriques, “Escritor suicida-se no Silêncio”, edições 2012

Foi hoje que eu nasci! Nasci a escrever!

•Outubro 14, 2012 • 1 Comentário

          O meu mundo não é o vosso, eu vos garanto com todas as certezas do “meu” mundo. Prefiro sempre ver as coisas à minha maneira e planear o futuro apenas como eu quero, e é sempre isso que vou fazer, para que, um dia, mesmo depois de morrer, continue “vivo”.

I

          O tempo arrancou hoje, o coração ainda agora aprendeu o que é brincar com os batimentos e com o sangue e, a contagem para a morte já está a contar… tic tac, tic tac, tic tac. Ainda agora estou nos braços da minha progenitora, a chorar desalmadamente, sem me importar com o congestionamento sonoro que crio à minha volta. Ainda nem sei bem o que posso fazer, sou pequeno e “chiquito”, como o povo espanhol diz e, não sei andar e a única maneira de expressar é berrando, para chamar a atenção de quem olha por mim. “Olha que o bebé está a chorar”; “Então como está o meu bebé”; “O meu bebé quer-me dizer alguma coisa”. São expressões como estas que hoje comecei a ouvir e, mais do que isso, é com elas que começo a sorrir e a gozar com quem me tem nos braços, é que o pai e a mãe nunca percebem que só me começo a rir porque não percebo patavina do que eles me dizem. Comecei com os biberões e fraldas todas sujas e com os mordomes para me as trocarem. Eu sou fino, mas não se acanhem.  Mas olha, fartei-me de ser bebé, vou para o futuro.

II

          Hoje, depois de todas as fotos que não foram tiradas e de todas as feridas que não foram tratadas, entrei na escola primária, e não fiquem intrigados por não vos ter escrito sobre o percurso de bebé até aqui, é que pouco me interessa. Eu só falo do que eu quero e há tretas que não lembram a ninguém. Querem pessoas ainda mais irónicas, mais estúpidas e repugnantes??? Encontrem-na noutro lado, porque hoje isso não passa por aqui. Ainda sou uma criança, lembram-se? Ah pois, bem me parecia. A minha professora na primária não gosta muito de mim e porto-me muito mal. Não consigo parar de mentir e a verdade é que não sou capaz de arranjar amigos. Em casa? Porto-me mal, respondo mal aos meus pais, e como tudo o que há lá para casa. Ups! Disse a verdade. Também não gosto muito de mim, mas o meu pai diz que eu sou um cigano e que devia viver com eles, inclusive chegou-me a deixar ao pé das barracas deles.  Detesto fazer trabalhos de casa, pinto os livros todos em vez de os escrever com coisas perfeitinhas e organizadinhas. E pronto, sou assim. Quem não me conhecer, que me compre.

III

          Cresci um pouco mais, e tenho uma doença de crescimento e aquilo que continua igual é o meu comportamento medíocre e sou ainda mais mal criado. Já sei dizer asneiras, querem ver? Não? Oh é pena. Sou visto como uma má influência das piores e, inclusive o meu director de turma deu-me com o livro de ponto na cabeça em frente à turma toda. Ainda ontem roubei um jogo de game boy ao meu amigo João Pedro Nascimento e cheguei a casa a dizer que o tinha achado no chão – sou mesmo engraçado. Como vêem o meu crescimento não se adequa à minha cabeça e continuo a ser o mesmo puto ordinário que toda a gente conhece. Até sou inteligente mas sou preguiçoso a dar com um pau.

IV

          Vocês ainda não perceberam o que eu quis dizer com tudo isto pois não? Eu fartei-me de contar o meu passado, e não foi para isto que eu nasci. Blá blá blá e por aí fora. Isto cansou-me a cabeça e sinto-me exausto. Sou um crime, e ninguém compreende. Não sou adoptado, não tenho doença nenhuma, não sou burro, não sou mentiroso, não sou apenas.

          Eu quero ter a minha imagem e ser o mais simples possível e acho que a mudança acabou de chegar. Para quê eu ter de me explicar através de águas passadas? Eu nasci hoje, eu nascerei amanhã, eu nascerei no futuro e, quando tiver terra em cima, aí sim, espero que leiam o meu livro de trás para a frente inúmeras vezes. Na verdade, contei à pessoa que amo que, no final do meu presente, quero ser cinzas a aprenderem a voar numa ravina.

          Uma das coisas que mais queria eu já encontrei, amor. Amor tem vários significados e estou farto de quem os anda a explicar. Compreendam que o amor não são palavras, são coisas estranhas que se sentem. Não confundam.

          Lembro-me de quanto tinha 18 anos, quase 19, e conheci algo que jamais esquecerei. Ouvi uma voz de uma mãe perdida a chamar o filho a milhares de quilómetros de distância. Até eu me perdi mas até eu ganhei coragem para ser quem sou hoje. Sou o Paulo Alexandre Henriques a encaminhar-me para ser alguém, ainda não sei aonde, mas pouco me estou a importar.

V

          Estou a um mês de ver algo novo, algo mais rigoroso. Vou ser eu a lutar pelos meus objectivos verdadeiros e, sinceramente, nunca tive tanto medo de arriscar, mas estou tão ansioso por começar algo que para mim sempre foi um sonho. Eu não sou o meu passado e esqueçam-no de uma vez por todas. Eu sou o que escrevo e é só nisso que se têm de basear. Querem esclarecimentos acerca de mim? Por agora é impossível mas uma dia…. não sei, nem ninguém saberá… Apenas gosto de ser estranho a escrever….

Artigo by Paulo Alexandre Henriques, Edições 2012

Deseaba cualquier otra cosa

•Outubro 7, 2012 • Deixe um Comentário
 
Quería caminar sobre cuentos de hadas,
Subir al cielo a través de escaleras.
En vez de pintar lágrimas derramadas,
Podía ir al fondo del mar a buscar palabras naufragadas.
 
Quería caminar sobre el agua…
Sentir los montes del océano,
Haciéndome olvidar la amargura…
Sólo me resta ir soñando.
 
Quería ser un copo de nieve…
Quería ser un diario en una tienda
Esperando que alguien me lleve…
Pero no quiero esperar a morir para que alguien me eleve.
 
Quería algo ya que no puedo tener el mundo.
Las gaviotas me llamaban vagabundo
Porque en 24 horas sólo aparezco en la playa 1 segundo.
Yo quería… Pero no crecí en vuestro mundo.
 
Quería tener un avatar,
Para cuando me fuera continuar respirando…
Tal vez no es buena idea
Porque existiría un poeta con diferente manera de pensar.
 
¡Déjenme estar! Ya no quiero nada…
Porque iría a pedir una carabela,
Si la iba a dejar en el muelle,
En un estante junto a la ventana?
 
 
 
 
Paulo Alexandre Henriques, Escritor Português, 2012

Enquanto pensarmos que somos Mulheres/Homens… Não existirão Pessoas.

•Outubro 7, 2012 • 4 comentários

          Vivemos num mundo, onde a diferença, é a única coisa igual. Onde a diferença fez dois sexos! Onde a diferença fez Homens e fez mulheres! Onde a diferença fez diferenças.

          Obra de Deus talvez, o facto de terem sido criadas duas “equipas” distintas, mas foi obra nossa, todas as desavenças originadas entre cidadãos que somos. Nós como Homens, somos culpados te todas estas complicações, não digo cada um de vós em particular, porque nem todos temos culpa, mas basta alguém do nosso género ou “grupo” estragar tudo, que levamos todos por tab

          Homens, violar uma mulher para quê? Usar armas de fogo com que finalidade? Pensarmos que somos os donos do mundo com que argumentos? Não ajudarmos quase nada em tarefas domésticas para fazermos o quê? Matarmos e espancarmos quem amamos para depois sofrermos? Usarmos linguagem simples e crua com pessoas do sexo oposto com que razão

           Mulheres, é facto que homens passaram a não valer nada depois de todos os erros que cometemos. Mas se repararem com atenção, tanto Homens como Mulheres erram. Pessoas erram. Humanos erram. Uns com mais frequência que outros é verdade, mas há que saber distinguir personagens reais de fictícias, assim como temos de saber distinguir sexo de amor.

          Sinceramente, acho que todos os homens se deviam meter todos os dias na pela das suas mulheres, filhas, mães, etc, para que sintam que, para ter uma casa não basta paga-la, mas sim pô-la a funcionar. Há que ter respeito pelo sexo oposto, ajudar sempre que possível e estar presente como Homem e Pessoa.

          Isto tudo para dizer que, se queremos um Mundo mais unido, ajudar as mulheres é um dos primeiros passos a seguir. Está na mão de cada Homem seguir esse Passo. Não queremos ser apenas Homens e Mulheres num Mundo desigual. Queremos ser todos iguais a lutar pelo mesmo.

Artigo “Enquanto pensarmos que somos Mulheres/Homens… Não existirão Pessoas.” by Paulo Alexandre Henriques, Edições 2012