“O teu Silêncio são pedras no meio do meu barulho”


          O céu não são só nuvens brancas e estrelas cadentes e castelos em contos de fadas e… sei lá… este “e” já me atormenta demais mas continua a ser arremessado contra a minha parte mentalista “e”, vem sempre em forma de vidro.

          As coisas só me preocupam num grau mais elevado porque penso em demasia nas consequências e, ao esmiuçar cada vez mais os momentos,  ganho um complexo contra tudo e deixo-me ficar em Silêncio. Por isso, deixo-me ser escritor, compositor ou falador sobre qualquer coisa inclusive o amor. Escrevo, não num mundo bom com coisas más, mas sim num mundo mau com coisas boas.

         Decidi escrever por saber ver algo mais do que o normal. Que tenho dois olhos já eu sei, mas a cabeça, lá dentro numa coisa a que deram o nome de cérebro, tem milhares e milhares de olhos que viajam sem nos apercebermos. Já fui tão longe mas, mesmo assim, sinto que amanhã há sempre algo mais para aprender. Chega de aprender pelo mal, pois ele, não nos ensina. Eu já escolhi o meu lado e tu?

          Lembro-me de tardes passadas entre pai e filhos a jogar à bola no Jardim que, antes possuía uns cortes de ténis e se situava ao pé das antigas piscinas municipais de Torres Novas. Bonitos, lindos, maravilhosos, especiais, espontâneos mas olha… nunca mais voltam… a não ser na minha próxima família, aquela que eu irei constituir com a minha mulher e os meus filhos. São lembranças como estas que atiram pedras para o meio do meu barulho, isto porque, as coisas más ficam sempre mas as boas, vêm e vão e raramente voltam.

          Enfim, estudo, procuro trabalho e sou poeta e escritor. Escritor não, falador. Falo sozinho com quem não me responde e é assim que me defino. Um dia hei-de ser alguém se alguém quiser. E se alguém me quiser ver hei-de ser alguém com muito gosto de levar a vida a escrever.

 

 

Artigo Escrito por Paulo Alexandre Henriques, “O teu Silêncio são pedras no meio do meu barulho”, Edições Setembro/2012

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~ por Paulo Alexandre Henriques em Setembro 10, 2012.

9 Respostas to ““O teu Silêncio são pedras no meio do meu barulho””

  1. Bom trabalho!
    Parabéns!!!

  2. Very Nice

  3. I like it so much… I decided the like button is of no use…

  4. gostei da forma como se aborda o problema “eu e os outros”. esta relação “dos outros para mim” é complexa, mas, o que posso dizer, abreviadamente, é que sim, somos moldados pelo ambiente (ethos). Rejeito a ideia do “quadro já escrito”, somos um quadro branco que vai enchendo e enriquecendo os enfoques e é isso que nos torna razoáveis. A direcção da vida é nossa, não há predestinação, há oportunidades e tantas outras coisas que temos de ter a sabedoria (não inteligencia) de optar, para que saiamos recompensados. É assim no amor Eros, no amor maternal desejado, nós e a vida.
    gostei mesmo, parabens

  5. Continua! Gosto do que escreves!

  6. Que ermoso fui ler iso amigo ja tê digo levome 30mts.para poder preseber ben ..inserio eras um jenio..bjs

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