João Tamura “O Homem das 1001 Artes”


               Para uns a arte não é nada… Para outros a arte é parte de tudo: do amor, da vida, do dia-a-dia, até que, chegam a um dia, em que a arte, se torna parte do seu corpo, do seu sangue. Para falar de arte fui em busca de um Jovem Talento Lisboeta, João Tamura. A fotografia, a música e a escrita correm nas veias de Tamura que, ainda com 19 anos e com uma vida pela frente, procura alcançar fronteiras infinitas para lá de Portugal. Sendo uma pessoa inquieta, João já percorreu grande parte do mundo, tendo ainda o desejo de pisar solo asiático. Como Tamura diz: “Escrevo para existir.”

João Tamura em Barcelona

João, sendo amante desse trio artístico: fotografia, escrita e música, deve ter uma preferência, certo?

               “Todas elas. Desde pequeno que absorvo tudo o que seja arte.” – Referiu João Tamura em conversa com o Escritor Paulo Alexandre Henriques. Para Tamura, a arte é tudo aquilo em que o próprio encontra beleza, para que, desta feita, consiga encontrar diferentes formas de se expressar mas que, ao invés, lhe toquem de maneira igual. Desde cedo que, estas três belezas artísticas em especial, cativaram o artista.

 João, com tantas mudanças existenciais na tua vida, falando que já percorres-te meio mundo, não foi difícil orientar novas amizades, contactos, estúdios?

               Para Tamura o impossível é o mais possível dos possíveis. Não precisou de muito para chegar onde chegou e, como o próprio diz: “Não sei se sou um bom artista, mas para ser o artista que sou, não, não foi difícil. Só preciso de papel e caneta para fazer o que faço”. Mas, como o artista João Tamura refere, se tiver um computador e um microfone sempre melhora a situação (risos) – “e isso foi algo que sempre encontrei nos lugares por onde pousei. Para ser o que sou, só isso me basta”.

Já agora, pode referir os locais por onde passou e qual aquele que mais lhe agradou?

               “Até agora, só ainda não pisei solo asiático (algo que anseio bastante) ”- disse. João Tamura esteve de passagem pela América do Norte, América do Sul e pelo Continente Africano, sendo o sítio onde passou algum tempo da sua juventude e, conhece ainda relativamente bem a Europa. Os seus maiores e melhores tempos de felicidade foram passados em Moçambique e em Nova Iorque -“Os tempos que passei em Moçambique e em Nova Iorque foram os mais marcantes. São os lugares em que mais feliz fui.” – Comprova João Tamura.

A pele é porcelana by João Tamura

João, tem um estilo de arte único. Como o caracteriza?

               “Não o caracterizo. E, sempre que possível, tento fugir a definições e a rótulos”. No entender do artista, sempre que alguém se tenta definir através de um estilo, fica a perder muito em relação ao que faz e, mais importante do que isso, à pessoa que cria. “Por isso, faço o que faço. Só. Escrevo e canto. Depois, o mundo que o entenda como quiser. Eu entendo-o como um pedaço de mim. Apenas isso.” – diz João Tamura, com orgulho.

Em relação á fotografia, é um amante paisagístico? Com que meio paisagístico se identifica João?

             Nada melhor do que as palavras do artista para responder a esta questão: “Creio que sim. A paisagem urbana fascina-me. Aliás, a cidade fascina-me. Fotografar as suas ruas é sempre dos meus maiores prazeres.”

Fotografia de João Tamura

João, correm rumores de que escreveu um livro Infantil e também que o gostava de lançar. Fale-nos sobre a sua obra.

                “A velhinha estória e a vilinha onde nunca chove”. São algumas páginas que contam a estória de um jovem rapazinho e de uma velhinha avó numa vilinha africana 0nde nunca, nunca chove. É uma pequena estória sobre os sonhos e a amizade, com um pequeno e inocente mundo africano como pano de fundo.” – Explicou, resumidamente e encarando a personagem de escritor, João Tamura.

Quais são as suas perspectivas em relação ao seu futuro?

               Para o artista João Tamura o futuro é feito de perspectivas incertas mas, como o próprio diz: “Mas espero ser feliz. Quero viajar e quero amar. Escutar e fazer música. Ler e escrever”. Com os seus 19 anos, sabe que tem de continuar a estudar para que, com eles concluídos, consiga fugir de Portugal incluindo dos seus limites. João Tamura, em certos pontos, refere como a felicidade é essencial, como podemos verificar pelas suas palavras: “sobretudo, quero tentar procurar a felicidade fazendo aquilo que gosto e que me dá prazer. Acho que, no fundo, é isso que realmente importa na vida”.

Sendo um acolhedor da arte, como acha que a tratam na área Lusófona?

       No entender das palavras do artista “ a arte é profundamente menosprezada em Portugal”, isto porque, como o mesmo diz e muito bem, a arte deixou de ter espaço no nosso dia-a-dia, até porque os portugueses andam demasiado “atarefados e alienados” para lhe prestar a devida atenção. O artista diz ainda “Somos iludidos e aliciados pelo que é vazio e fácil. Pelo que nos é oferecido. Ouvimos e lemos o que nos dão. Só. Já não perdemos tempo a explorar e a desbravar a música e a arte, na tentativa de descobrir o “novo” e o “diferente”. Simplesmente sorrimos e acomodamo-nos com a banalidade que nos é entregue”. A nível Internacional, Tamura, acha que o nosso espaço poderia ser ampliado, isto porque, a língua portuguesa é das mais faladas no “planeta” e “o mundo lusófono é um universo gigante e cheio de possibilidades”. Para finalizar, João deixa-nos um incentivo: “. A nós, resta-nos criar pontes com o resto da lusofonia e assumir-mo-nos como um só país de intercambi0 cultural e artístico, somente separado por mares e oceanos”.

Aqui ficam as páginas pessoas do artista João Tamura:

Página pessoal/fotografia: http://oelefantevagabundo.tumblr.com/

Facebook: https://www.facebook.com/pages/jo%C3%A3o-tamura/301108649900266

Site de música: http://eueumaraparigaqueconheci.bandcamp.com/

Desejamos a melhor sorte ao Artista João Tamura e esperamos que seja sempre um dos grandes em evolução.


A pele é porcelana by João Tamura

Entrevista ao Artista João Tamura – Escritor Paulo Alexandre Henriques – Edições Agosto/2012

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~ por Paulo Alexandre Henriques em Agosto 30, 2012.

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