Adopto?


               Para uns a verdadeira razão de viver é ter filhos, casa, marido/mulher e um bom trabalho fixo. Mas agora imaginem que alguma destas partes falhava, como por exemplo, os filhos. Ora bem, é mesmo esta questão que quero debater hoje.
               Os filhos tornaram-se um factor essencial no bem estar de uma família, pelo menos para quem tem filhos biológicos. O certo é que nem todos os casais podem reproduzir, o que transtorna muito o progresso e a mentalidade perante um enorme desejo de vida. A adopção aqui pode ajudar muito mas, por outro lado, implica uma ainda maior entrega da parte paternal a um completamente desconhecido que nem sequer saiu da barriga daquela mulher.  Mas ainda existe outro ponto: os futuros pais ficam super felizes com a vinda do “suposto” filho para a nova casa… e a criança? Será que já tem idade suficiente para saber o que é isso de ser adoptado? Ou que estará a fazer a escolha certa em se deixar ser acolhido pela nova família?

               Falta ainda vermos a adopção noutra perspectiva. No caso de uma mãe e/ou um pai não reunirem as condições suficientes para abrigar uma família, tanto a nível financeiro como a nível psicológico entre outros, será que ao dar o filho para a adopção iria ser favorável para a criança? Vendo as coisas assim, nenhuma criança conseguiria ser feliz caso fosse adoptada tarde demais mas, caso seja uma criança praticamente acaba de dar à luz aí sim, penso que não haveria grande moça na felicidade da mesma. De qualquer das formas uma criança não é um brinquedo, é uma pessoa.

              Resumindo e concluindo, a adopção é algo de que ambos os lados necessitam quando os desejos não foram concluídos na totalidade: a criança porque precisa de uma família estável e capaz de dar carinho e amor à mesma, e a parte paternal devido à vontade que tem de chegar ao patamar de pai ou mãe. Cuidem dos seus filhos da melhor forma todos os dias porque são eles que vos fazem aprender sempre com um sorriso.

Artigo sobre a adopção, Paulo Alexandre Henriques, 2012

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~ por Paulo Alexandre Henriques em Agosto 28, 2012.

3 Respostas to “Adopto?”

  1. Diria sim á adopção desde que com condições funcionais tanto financeiras como psicológias da respectiva futura familia.

    Parabéns pelo artigo
    Abraço
    José Pina

  2. Parabéns pelo artigo. Confesso que tenho alguma dificuldade em emitir uma opinião sobre o assunto. Como mencionado, a opinião da criança adoptada (que grande parte das vezes não existe porque são muito pequenas, etc…) preocupa-me em termos de valores para o seu futuro. Por outro lado acredito que há pessoas excepcionais que amam com todo o seu ser a criança/filho(a) que adoptam e que bom para essas crianças!
    Abraço, Margarida Rebelo

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